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Ciclistas nus tomam a Avenida Paulista em protesto por segurança

Grupo participou da tradicional 'Pedalada Pelada' na noite de sábado (14). Manifestação mundial cobra mais respeito aos ciclistas e redução de velocidade nas vias.

15/03/2026 13:11
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Ciclistas nus tomam a Avenida Paulista em protesto por segurança

Por Redação Goiás Agora


Sob o céu da noite paulistana, dezenas de ciclistas nus tomaram a emblemática Avenida Paulista na noite deste sábado (14) para um protesto contra a extrema fragilidade e falta de segurança que enfrentam no trânsito.

O grupo partiu por volta das 21h da Praça Marechal Cordeiro de Farias aos gritos de “assim você me vê” e “obsceno é o trânsito”. A manifestação contou com escolta da Polícia Militar e teve um ato de concentração na região do Masp (Museu de Arte de São Paulo).

A "Pedalada Pelada"

O ato, organizado de forma horizontal (sem líderes definidos), é realizado anualmente e integra um movimento mundial que chama a atenção para a vulnerabilidade dos ciclistas em meio aos carros: o World Naked Bike Ride. Eventos semelhantes ocorrem na Austrália, no Japão, nos Estados Unidos e em países da Europa.

Hugo Faz, 41 anos, artista de performance, foi o primeiro a ficar totalmente nu na praça. Ele participa do evento desde 2018. “Na minha visão, o corpo nu, por ser um corpo proibido na lei, na cultura e na religião, é um veículo para contar histórias de forma mais eficaz para as pessoas”, explica.

Além da própria pele, os participantes usavam tintas corporais com mensagens de protesto. Frases como “Pelado coberto de razão” podiam ser lidas nas costas dos ciclistas.

Nudez opcional

Apesar de encorajada, a nudez não é obrigatória. Com a maioria dos participantes sendo homens, as poucas mulheres presentes usavam shorts e protetores de mamilos. Havia também ciclistas totalmente vestidos, como é o caso de Luciano Ferreira, 40 anos, que trabalha como vigilante na ciclofaixa da prefeitura e vive sobre duas rodas.

A tese central do grupo é que, sem roupas, os ciclistas se tornam muito mais visíveis para os motoristas que, impactados com a cena, tendem a manter uma distância mais segura e reduzir a velocidade imediatamente.

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Múltiplas Causas

O trajeto de uma hora e meia, que passou pela Rua Augusta, também acabou abraçando outras lutas sociais. Yoshio Tanaka, 45, participou para reivindicar espaços para a prática do nudismo urbano. Autista de nível de suporte 1 com hiperssensibilidade tátil, ele argumenta a necessidade de locais ao ar livre para pessoas com a mesma condição.




A artista Veruska Reis resumiu o sentimento de muitos no local: “Tem essa tal da família que deve estar achando um horror. Mas não é um horror. Nascemos sem roupa e vamos continuar sem roupa”.

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