Goiânia, Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
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Debate entre Lula e Flávio tem discussão de marqueteiros, gritos e interrupção de mais de 2 minutos

Bastidores do primeiro confronto do segundo turno, na Band, tiveram troca de provocações entre aliados, discussão entre Sidônio Palmeira e Fábio Portela e participação de Pablo Marçal

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Debate entre Lula e Flávio tem discussão de marqueteiros, gritos e interrupção de mais de 2 minutos

O primeiro debate presidencial do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band neste domingo (18), foi marcado por episódios de tensão que ultrapassaram o confronto direto entre os candidatos. Nos bastidores, aliados trocaram provocações, marqueteiros discutiram frente a frente e manifestações da plateia chegaram a interromper a transmissão ao vivo.


Um dos momentos mais tensos ocorreu durante um dos intervalos. Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e responsável pelo marketing da campanha de Lula, discutiu com Fábio Portela, chefe da comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro. Os dois ficaram frente a frente no centro do palco do estúdio. A discussão começou enquanto Sidônio reclamava dos gestos feitos por Flávio atrás de Lula durante as falas do presidente. Portela se aproximou do marqueteiro petista, que reagiu dizendo: “Não encosta em mim, que eu não quero falar com você”. Diretores da Band intervieram para acalmar os envolvidos antes de a transmissão ser retomada.


Antes mesmo do início do programa, os deputados federais Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, ambos do PL, gravaram vídeos provocando Fernando Haddad (PT), que não conseguiu se eleger governador de São Paulo. Os parlamentares chamaram o ex-ministro de “desempregado”, em referência à derrota eleitoral, e Nikolas também ironizou a situação profissional da ex-ministra Simone Tebet, que disputou uma vaga no Senado por São Paulo e não foi eleita.


A tensão continuou durante as considerações finais dos candidatos. Em meio à confusão, Nikolas Ferreira gritou para Sidônio Palmeira calar a boca e fez um gesto de silêncio em direção à primeira-dama Janja da Silva. Janja, que acompanhava o debate na plateia, chegou a dizer “mentira, mentira” durante uma fala de Flávio Bolsonaro e, posteriormente, afirmou que estava “espirrando”. Aliados do senador pediram que ela fosse retirada do estúdio.


Outro personagem dos bastidores foi Pablo Marçal, ex-candidato à Presidência, que participou da preparação de Flávio para o debate. Durante o programa, Marçal gesticulou em direção ao senador e passou instruções enquanto ele respondia às perguntas de Lula. Antes do encontro, o influenciador havia afirmado que treinou o senador para o confronto.


A confusão ganhou intensidade no terceiro bloco, durante as considerações finais. Gritos, gargalhadas, aplausos e assobios vindos da plateia interromperam as falas de Lula e Flávio em diferentes momentos, e a transmissão ficou paralisada por mais de dois minutos. A mediadora Adriana Araújo pediu silêncio aos convidados e ressaltou que a plateia não fazia parte do debate. O mediador Eduardo Oinegue também interveio para tentar controlar a situação.


Também chamou atenção a presença de Sergio Moro, governador eleito do Paraná pelo PL, e Deltan Dallagnol (Novo) nas primeiras fileiras do espaço destinado aos convidados de Flávio Bolsonaro. Os dois tiveram papel de destaque na Operação Lava Jato, que levou a condenações de Lula posteriormente anuladas pela Justiça, o que acrescentou um componente simbólico ao encontro entre os presidenciáveis.

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Tags: #Band #debate presidencial #Flávio Bolsonaro #Lula #segundo turno

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