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Empreendedorismo feminino em Goiás cresce e mulheres já lideram 44% dos pequenos negócios no estado

Levantamento do Sebrae Goiás mostra que maioria das empreendedoras é negra, tem média de 43 anos e mais da metade sustenta a própria família

11/03/2026 11:42
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Empreendedorismo feminino em Goiás cresce e mulheres já lideram 44% dos pequenos negócios no estado

O empreendedorismo feminino em Goiás segue em expansão e já representa quase metade dos pequenos negócios ativos no estado. Um levantamento divulgado pelo Sebrae Goiás aponta que 44% das empresas em funcionamento são lideradas por mulheres, consolidando a presença feminina no cenário empresarial goiano.

De acordo com o estudo, as empreendedoras desempenham papel fundamental na economia estadual. Além de administrarem seus próprios negócios, muitas delas também são responsáveis pela principal fonte de renda da família.

Perfil da mulher empreendedora em Goiás

Os dados fazem parte do estudo “Perfil da Mulher Empreendedora”, divulgado no início de março pelo Sebrae. A pesquisa reúne informações sociais, econômicas e profissionais das mulheres que abriram ou administram empresas no estado.

Segundo o levantamento, 374 mil mulheres empreendem em Goiás, número que representa cerca de 12% da população feminina em idade de trabalhar. Entre aproximadamente 1 milhão de pequenos negócios ativos no estado, cerca de 435 mil são comandados por mulheres.

A pesquisa também revela características marcantes do perfil dessas empresárias. A maioria tem idade média de 43 anos e 53% são mulheres negras, grupo que representa a maior parcela das empreendedoras goianas.

Principais setores de atuação

Entre os segmentos mais comuns liderados por mulheres em Goiás estão atividades ligadas ao setor de beleza e estética, comércio de roupas e produtos diversos e negócios do setor alimentício, como restaurantes, lanchonetes e produção de comidas.

De acordo com o Sebrae, muitas mulheres buscam abrir o próprio negócio não apenas pela autonomia financeira, mas também pela independência profissional e pela necessidade de complementar ou garantir a renda familiar.

Escolaridade mais alta entre empreendedoras

Outro dado destacado pelo estudo é o nível de escolaridade das empresárias. Cerca de 38% das mulheres empreendedoras possuem ensino superior, indicando um perfil cada vez mais qualificado no mercado.

Apesar disso, a desigualdade de renda ainda é um desafio. A pesquisa mostra que homens recebem, em média, 35% a mais que mulheres no rendimento mensal. Entre profissionais com ensino superior, a diferença pode chegar a 56%.

Mesmo com esse cenário, a renda das mulheres empreendedoras tem crescido ao longo dos últimos anos. Atualmente, o ganho médio mensal chega a R$ 3.723, valor que representa um aumento de 44% na última década.

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Mais da metade sustenta a família

O levantamento também aponta que 53% das empreendedoras são chefes de família, ou seja, responsáveis pela principal fonte de renda do lar.

Além da gestão do negócio, muitas precisam conciliar o trabalho com tarefas domésticas e cuidados com a família. Por isso, 38% das mulheres mantêm o próprio negócio dentro de casa, estratégia que ajuda a equilibrar as responsabilidades profissionais e pessoais.

Crescimento da formalização dos negócios

Outro avanço importante identificado na pesquisa é o aumento da formalização das empresas lideradas por mulheres. Em 2016, apenas 30% das empreendedoras tinham negócios formalizados. Já em 2025, esse índice chegou a 45%.

A formalização também tem impacto direto na renda. Segundo o estudo, mulheres com empresas regularizadas ganham, em média, 1,5% a mais do que aquelas que atuam na informalidade.

Grande parte dos negócios femininos está registrada como Microempreendedora Individual (MEI). Atualmente, 214.121 mulheres atuam nesse modelo, número que representa 49% das empresas comandadas por empreendedoras em Goiás.

Negócios ainda jovens, mas em expansão

A maioria das empresas lideradas por mulheres no estado ainda é recente. Cerca de 60% estão em estágio inicial, com até três anos e meio de funcionamento. Já 40% alcançaram níveis mais maduros, sendo que 10% operam há mais de uma década.

As cidades que concentram maior número de negócios femininos são Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Rio Verde, que juntas reúnem aproximadamente metade das empresas lideradas por mulheres em Goiás.

O crescimento do empreendedorismo feminino mostra a força das mulheres na economia goiana e reforça a importância de políticas públicas e iniciativas de apoio para ampliar oportunidades e reduzir desigualdades no mercado.

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