Estudo relaciona frequência de ejaculação a menor risco de câncer de próstata
Pesquisa acompanhou quase 32 mil homens e observou que 21 ejaculações mensais estão associadas a uma menor incidência da doença.
Por Redação Goiás Agora
Um estudo publicado na revista científica europeia European Urology trouxe novos dados sobre a saúde masculina, identificando uma associação entre a frequência de ejaculação e o risco de desenvolvimento de câncer de próstata. A pesquisa acompanhou 31.925 homens ao longo de vários anos, analisando as diferenças na incidência da doença conforme os hábitos relatados pelos voluntários.
De acordo com o levantamento, os participantes que informaram uma média de 21 ejaculações ou mais por mês apresentaram uma incidência menor de câncer de próstata quando comparados àqueles com uma frequência mais baixa. Os resultados foram obtidos por meio de questionários e acompanhamento longitudinal, uma metodologia comum e respeitada em estudos populacionais desse porte.
Associação não significa prevenção direta
Apesar dos números chamativos, os pesquisadores fazem um alerta importante: os achados indicam uma associação estatística, e não uma relação direta de causa e efeito. Isso significa que não é possível afirmar, do ponto de vista clínico, que a maior frequência de ejaculação previne, por si só, o surgimento da doença.
A principal hipótese levantada pelos especialistas para explicar o fenômeno é que a ejaculação frequente pode contribuir para a eliminação de secreções acumuladas na próstata. Esse processo reduziria o tempo de exposição da glândula a substâncias potencialmente nocivas. No entanto, essa explicação ainda não é totalmente conclusiva e segue em análise pela comunidade científica.
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Cenário no Brasil e a importância dos exames
Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indicam que o câncer de próstata é um dos tipos de tumores mais comuns entre os homens no Brasil, afetando especialmente pacientes acima dos 50 anos de idade.
A entidade reforça que, independentemente dos hábitos relatados no estudo, a melhor forma de combater a doença continua sendo o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico regular com exames de toque e PSA. Fatores como idade, histórico de câncer na família, qualidade da alimentação e condições gerais de saúde continuam sendo determinantes muito mais relevantes para o risco da doença.
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