Ex-médico é condenado a 45 anos de prisão por matar a própria mãe queimada no DF
Lauro Estevão Vaz ateou fogo no apartamento da idosa de 94 anos após perder o controle sobre a aposentadoria dela. Ele não poderá recorrer em liberdade.
Por Redação Goiás Agora
O Tribunal do Júri de Águas Claras, no Distrito Federal, condenou o ex-médico Lauro Estevão Vaz a 45 anos de prisão pelo assassinato de sua própria mãe, Zely Curvo, de 94 anos. O crime brutal ocorreu no dia 31 de maio de 2024, quando o réu provocou um incêndio no apartamento onde a idosa morava. A decisão judicial, proferida nesta quinta-feira (19), também incluiu a condenação por fraude processual.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acatou integralmente o pedido do Ministério Público e rejeitou as teses da defesa, que pedia a absolvição por negativa de autoria. O réu, que está preso preventivamente desde junho de 2024, não terá o direito de recorrer da sentença em liberdade.
Agravantes e motivação do crime
Os jurados consideraram uma série de qualificadoras que elevaram a pena do ex-médico a quase meio século de reclusão. O crime foi classificado como feminicídio e teve a pena aumentada por ter sido praticado contra uma ascendente (mãe) e pessoa maior de 60 anos.
As qualificadoras aceitas foram:
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- Motivo torpe: O assassinato foi motivado por questões financeiras. Lauro havia sido destituído da curatela da mãe e perdeu o acesso aos rendimentos da idosa (testemunhas relataram que ele usava o dinheiro dela para despesas próprias).
- Meio cruel: O uso de fogo para ceifar a vida da vítima.
- Dificuldade de defesa: A idosa estava sozinha e possuía severas limitações físicas e de idade.
A dinâmica do incêndio e a fraude
As investigações apontaram que Lauro deixou o apartamento da mãe apenas cinco minutos antes de o incêndio começar. A perícia técnica foi fundamental para a condenação, pois comprovou que as chamas tiveram início exatamente na maca onde Zely estava deitada, descartando qualquer hipótese de acidente elétrico ou combustão natural.
Além do homicídio, o ex-médico foi condenado por fraude processual. No dia 3 de junho de 2024, dias após a morte da mãe, ele invadiu o apartamento interditado sem autorização da polícia e alterou a cena do crime, alegando que havia entrado apenas para "buscar roupas e alimentos na geladeira".
Histórico criminal e cassação do CRM
Lauro Estevão Vaz atuava como ginecologista, mas teve seu registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF). A cassação ocorreu após ele ser condenado, em primeira e segunda instância, por abusar sexualmente de duas pacientes durante exames clínicos entre os anos de 2009 e 2010. Uma das vítimas era uma adolescente de 17 anos que estava grávida.
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