Goiânia, Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Família de Cristiane Rodrigues pede investigação de atendimento após parto em Crixás

Mulher morreu após transferência para Uruaçu; parentes questionam demora e ausência de UTI no município

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Família de Cristiane Rodrigues pede investigação de atendimento após parto em Crixás

A família de Cristiane Rodrigues, de 41 anos, registrou boletim de ocorrência e pede que a Polícia Civil investigue o atendimento recebido por ela após o parto de gêmeos em Crixás, no norte de Goiás. Cristiane morreu no dia 11 de outubro, depois de ser transferida para um hospital em Uruaçu. Os dois bebês nasceram e receberam alta no segundo dia de vida.


A principal dúvida dos parentes é se Cristiane deveria ter sido encaminhada antes para uma unidade com UTI. Segundo a irmã dela, Ana Rodrigues Neves, o parto ocorreu por volta das 15h, mas a transferência só aconteceu perto das 23h. Ana afirma que a família insistiu em relatar as dores de Cristiane e que ela teve uma convulsão antes da remoção.


“Minha irmã foi convencida de que ter os filhos dela aqui na cidade de Crixás seria seguro, mesmo aqui não havendo UTI”, disse Ana à TV Anhanguera. Ela também questiona a decisão de realizar o parto no município diante das alterações de pressão e das dores que, segundo a família, Cristiane apresentou no dia anterior. Os familiares relatam que, na segunda metade da gestação, Cristiane teve pressão alta, anemia e infecção urinária.


Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Crixás afirmou que não houve intercorrências no acompanhamento da gravidez nem durante o parto. Segundo a pasta, Cristiane apresentou síndrome HELLP no pós-parto e a transferência foi providenciada imediatamente. A família contesta o tempo que, afirma, ela aguardou até ser levada a Uruaçu.


O hospital que recebeu Cristiane informou que ela chegou em estado extremamente grave e morreu apesar das tentativas de reanimação.


A síndrome HELLP é uma complicação obstétrica grave que pode surgir antes ou depois do parto. Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico depende de avaliação clínica e exames laboratoriais, e o quadro exige atendimento imediato. No caso de Cristiane, a investigação deverá estabelecer quando surgiram os sinais da doença e como se deu a assistência em cada unidade.

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Tags: #Crixás #investigação #parto #saúde pública #síndrome HELLP

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