Goiânia, Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Publicidade
Link copiado com sucesso!
HOJE
Cidades, Goiânia

Goiano caminha 195 dias rumo ao Alasca e já percorreu quase 4 mil km

Fábio Santos, de 47 anos, saiu de Hidrolândia (GO) em março e está no Peru; viagem realiza sonho de infância.

0 pessoas lendo agora
Compartilhe:
Goiano caminha 195 dias rumo ao Alasca e já percorreu quase 4 mil km

Aos 47 anos, o guia pedagógico Fábio Santos está há 195 dias caminhando de Hidrolândia, na Região Metropolitana de Goiânia, rumo ao Alasca. A jornada, que começou em 26 de março deste ano, já soma quase 4 mil quilômetros percorridos. Atualmente, ele está no Peru.


O sonho nasceu na infância, quando Fábio tinha cerca de 8 anos e conheceu Willy, um vizinho que se tornou mentor. Na época, o homem havia acabado de voltar de uma viagem de bicicleta a Santiago, no Chile, e trouxe fotografias da Cordilheira dos Andes e histórias que impressionaram o menino. "Eu lembro que ele ficou um tempão fora, tipo um mês. Quando voltou, contando aquelas histórias de aventura, mostrando foto dele na Cordilheira dos Andes, na neve… Aquilo me fascinou", relembra Fábio.


A convivência com Willy, que praticava atletismo e treinava Fábio para correr, criou uma relação que, segundo ele, se aproximava da de pai e filho, já que não teve a presença paterna durante a infância. Aos 17 anos, veio a primeira grande viagem: o vizinho o convidou para correr uma maratona em Blumenau (SC), mas o percurso seria feito de bicicleta. Fábio nem sequer tinha uma. "Eu falei: 'Mas não, não é muito cedo?'. Ele falou: 'Você não falou que queria viajar de bicicleta?'. Eu não tinha nem bicicleta. Ele pegou a bicicleta que tinha usado para viajar para o Chile e me deu", conta.


Depois dessa viagem, Fábio passou a viajar sozinho de bicicleta pelo Brasil, percorrendo regiões como Pantanal, Amazônia, Chapada Diamantina e Chapada dos Veadeiros. Em 30 de maio de 2010, deixou São Paulo de bicicleta rumo a Ushuaia, no extremo sul da Argentina. O plano inicial era passar um ano viajando, mas a aventura durou 623 dias, terminando em fevereiro de 2012.


A ideia de chegar ao Alasca surgiu logo depois: "Se eu fui até o extremo sul dos continentes, eu vou até o extremo norte, que é o Alasca". O projeto, no entanto, ficou guardado por 14 anos. Nesse período, Fábio trabalhou, se casou, construiu patrimônio e comprou uma casa. Em 2024, começou a preparação efetiva: vendeu um sítio em São Paulo, comprou um terreno em Hidrolândia e construiu a própria casa, enquanto trabalhava como educador em São Paulo.


A mudança da bicicleta para a caminhada teve um motivo: a pé, ele percorre cerca de 40 km por dia, contra 150 a 200 km de bicicleta, mas ganha tempo para conhecer as pessoas. "De bicicleta eu passava por alguns povoados e não conversava com ninguém. Eu olhava a paisagem, admirado, mas as pessoas passavam despercebidas", relata. Durante a viagem, tem sido recebido e ajudado por moradores. Em uma ocasião, no Peru, foi convidado a dormir na casa de um comerciante, Seu André, que não permitiu que ele acampasse na rua.


Fábio afirma que não possui recursos para bancar toda a viagem e conta com uma reserva de emergência e o apoio de pessoas que encontra pelo caminho. A previsão é que ele permaneça uma ou duas semanas no Alasca após chegar ao destino, dependendo das condições do visto. Depois, pretende voltar de avião para Goiânia, retomar o trabalho como educador, cuidar dos animais e ficar com a mãe.

Leia mais notícias sobre Cidades, Goiânia no Goiás Agora e fique por dentro de tudo!

Avalie esta notícia

Comentários (0)

2 + 3 = ?

Seja o primeiro a comentar nesta matéria.