Prefeitura de Goiânia gasta R$ 1 milhão sem licitação no MotoGP 2026 e compra 30 ingressos VIP
Despesas publicadas no Diário Oficial incluem publicidade na Fan Fest e convites de R$ 6,5 mil cada para acesso a lounge premium no Autódromo.
Por Redação Goiás Agora
A Prefeitura de Goiânia vai desembolsar pelo menos R$ 1,095 milhão com ações relacionadas à etapa brasileira da MotoGP 2026. O montante inclui a compra de ingressos VIP para áreas exclusivas do evento e investimentos em publicidade institucional. Os contratos foram firmados sem licitação e já constam no Diário Oficial do Município.
Todas as despesas foram autorizadas pela Agência Municipal de Turismo e Eventos (Goiâniatur). A justificativa oficial do executivo municipal é de que os investimentos visam promover a capital goiana e fortalecer o turismo local durante a competição internacional.
Ingressos VIP de R$ 6,5 mil
O gasto que mais tem gerado questionamentos é a aquisição de 30 ingressos para o "Grid Club", um lounge premium localizado dentro do Autódromo Internacional Ayrton Senna e reservado a convidados especiais. O custo total dessa compra foi de R$ 195 mil, o que representa exatos R$ 6,5 mil por convite individual — valor superior à renda mensal de grande parte dos trabalhadores goianos.
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MotoGP 2026: Circulação de caminhões de grande porte é restrita em Goiânia a partir de hoje (18)De acordo com a Goiâniatur, esses ingressos de alto padrão serão destinados à "representação institucional do Município". Na prática, o espaço restrito oferece aos convidados uma estrutura luxuosa, com conforto diferenciado e acesso privilegiado aos bastidores da corrida.
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Publicidade na Fan Fest e ausência de licitação
Além dos convites para o autódromo, a prefeitura também pagou R$ 900 mil para adquirir uma cota de mídia e realizar ações promocionais na Fan Fest MotoGP Goiânia 2026, evento paralelo que acontece no Complexo Serra Dourada entre os dias 19 e 22 de março.
Ambas as contratações, que somadas chegam a R$ 1,095 milhão, foram realizadas por meio do mecanismo de inexigibilidade de licitação. O recurso é previsto em lei para casos em que há alegada exclusividade do fornecedor. A Prefeitura argumentou que apenas as empresas contratadas detêm a autorização comercial exclusiva para vender os ingressos premium e explorar a marca da Fan Fest.
Os contratos têm vigência até o fim do mês de abril, prazo estipulado para a liquidação das despesas e a apresentação dos relatórios de execução do dinheiro público.
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