Renan Santos (Missão) não apoia Lula nem Flávio no 2º turno e diz que resultado foi 'muito ruim'
Candidato do Missão, que teve menos de 3% dos votos, descarta apoio no segundo turno e critica voto útil; partido elege dois parlamentares em São Paulo
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) reconheceu, em live neste domingo (4), que seu desempenho nas eleições de 2026 ficou abaixo das expectativas. Após o encerramento do primeiro turno, ele classificou o resultado como "muito ruim" e afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos que avançaram para a segunda etapa: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Renan recebeu menos de 3% dos votos e ficou fora do segundo turno. Segundo ele, embora não esperasse necessariamente atingir os 10% de intenção de voto que projetou durante a campanha, o desempenho nas urnas ficou muito distante do que considerava possível. Apesar disso, afirmou não acreditar que sua campanha poderia ter sido conduzida de maneira diferente.
Durante a transmissão, Renan também lamentou o desempenho do Missão nas eleições proporcionais. O partido conseguiu eleger dois parlamentares por São Paulo: Kim Kataguiri, para a Câmara dos Deputados, e Rafa Minato, para a Assembleia Legislativa de São Paulo.
Candidato não declara apoio no segundo turno
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Segundo turno: liderança do 1º turno nunca foi virada desde 1989; Lula tenta quebrar padrão em 2026Ao falar sobre a próxima etapa da eleição presidencial, Renan disse que não pretende orientar seus eleitores a escolher nenhum dos dois candidatos que permanecem na disputa. Segundo ele, cada eleitor deverá tomar sua própria decisão.
"Eu não apoio bandido, e o Flávio Bolsonaro é um bandido e o Lula é um bandido, não recomendo a ninguém que vote neles, mas façam como quiser", declarou. Apesar de não manifestar apoio formal a Flávio Bolsonaro, Renan afirmou acreditar que o candidato do PL será eleito no segundo turno. "O Flávio Bolsonaro já é o próximo presidente da República. O Bolsonaro já ganhou", afirmou.
A estratégia do chamado voto útil também voltou a ser alvo das críticas de Renan Santos. Durante a campanha, o candidato do Missão se posicionou contra a concentração de votos em candidaturas com maiores chances de chegar ao segundo turno.
Na avaliação de Renan, o movimento em direção aos candidatos do PL representa um risco para o chamado centro político. Ele afirmou, no entanto, que Flávio Bolsonaro conseguiu realizar uma campanha mais eficiente do que a de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Renan chegou a avaliar que Flávio, apesar de não possuir "carisma", conseguiu conduzir melhor a campanha. A declaração ocorre depois de o candidato do Missão ter feito críticas duras ao adversário durante a corrida eleitoral. Antes da votação, Renan havia chamado Flávio de "completamente desqualificado, covarde e burro".
Renan destaca desempenho diante de governadores
Ao avaliar a própria campanha, o candidato também ressaltou que teve uma estrutura financeira inferior à de outros concorrentes à Presidência. Mesmo assim, afirmou considerar relevante ter terminado a disputa à frente de dois governadores que também concorreram ao cargo: Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Apesar de reconhecer a frustração com o resultado, Renan sustentou que sua candidatura conseguiu apresentar o projeto político do Missão durante a eleição e atribuiu parte do desempenho à concentração de votos provocada pela polarização e pelo voto útil.
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