Trump faz exigência polêmica a Lula para combater o PCC e CV; entenda
Governo dos EUA condiciona cooperação com o Brasil a plano para exterminar facções e proposta de "prisão modelo El Salvador". Veja os detalhes das negociações.
Por Redação Goiás Agora
Os bastidores da diplomacia entre Brasil e Estados Unidos pegaram fogo nesta semana. O governo de Donald Trump apresentou uma exigência contundente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: para que haja cooperação no combate ao crime transnacional, o Brasil deve apresentar um plano concreto para acabar com as duas maiores facções criminosas do país, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV).
A demanda é uma resposta ao plano de colaboração sugerido por Lula no ano passado e coloca em xeque o anúncio principal do encontro entre os dois líderes, previsto para ocorrer em abril.
O "Modelo Bukele" na mesa de negociações
Além do foco nas facções, os Estados Unidos apresentaram propostas que prometem gerar polêmica em Brasília:
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Irã lança ataques contra bases de Israel e tensão no Oriente Médio eleva preço do petróleo- Presídios para estrangeiros: Os EUA sugerem que o Brasil receba, em presídios nacionais, criminosos estrangeiros capturados em território americano. O modelo segue o padrão adotado por Nayib Bukele, em El Salvador, com o uso de penitenciárias de segurança máxima.
- Dados Biométricos: Washington quer que o Brasil compartilhe informações detalhadas e biometria de estrangeiros que buscam refúgio em solo brasileiro, visando frear rotas de imigração irregular.
- Alvos Internacionais: O plano exigido pelos americanos também inclui ações contra o Hezbollah e grupos do crime organizado chinês que operam no Brasil.
O que o Brasil quer em troca?
O governo brasileiro tenta manter o foco em questões financeiras e logísticas. A proposta original de Lula foca em quatro pilares:
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- Lavagem de dinheiro: Combate a empresas de fachada no estado de Delaware (EUA).
- Bloqueio de ativos: Cooperação entre a Receita Federal e o IRS americano.
- Tráfico de armas: Reforço na fiscalização alfandegária para impedir que armas americanas cheguem ao PCC e CV.
- Criptoativos: Troca de informações sobre transações ilícitas com moedas digitais.
O risco da classificação de "Terrorismo"
Um dos maiores receios do governo Lula é que Washington classifique oficialmente o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
A avaliação interna no Planalto é que essa medida daria base legal para que autoridades americanas realizassem intervenções ou operações diretas em território brasileiro, ferindo a soberania nacional. Além disso, há o temor de que o tema se torne munição política pesada em ano eleitoral.
Expansão das facções preocupam o mundo
Dados recentes mostram por que os EUA elevaram o tom: o PCC já tem presença em 16 países, enquanto o Comando Vermelho atua em oito nações da América Latina. No Brasil, as duas organizações dominam o crime organizado em pelo menos 13 estados e possuem ramificações em todas as unidades da federação.
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