Goiânia, Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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TSE manda Lula, Janja e deputados apagarem posts contra Flávio Bolsonaro

Ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça veem excesso em críticas e determinam remoção de vídeos e publicações que atribuíam propostas sem comprovação ao candidato do PL

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TSE manda Lula, Janja e deputados apagarem posts contra Flávio Bolsonaro

Resumo rápido

  • Ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça veem excesso em críticas e determinam remoção de vídeos e publicações que atribuíam propostas sem comprovação ao candidato do PL

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de publicações feitas pelo presidente Lula (PT), pela primeira-dama Janja da Silva e pelos deputados federais André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) que continham críticas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). As decisões foram tomadas na quinta-feira (8) pelos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, que entenderam que os conteúdos atribuíam ao senador propostas e intenções sem elementos suficientes para sustentá-las.


As determinações atendem a quatro ações apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Os ministros consideraram que parte das afirmações ultrapassou os limites da crítica política ao apresentar como certas consequências de uma eventual vitória do candidato do PL.


As decisões são liminares, têm efeito imediato e ainda precisarão ser submetidas à análise do plenário do TSE. Entre os conteúdos questionados estão vídeos que associavam uma possível eleição de Flávio Bolsonaro ao fim de programas sociais, mudanças nas regras de aposentadoria, aumento da jornada de trabalho e crescimento da atuação do crime organizado.


Uma das decisões foi assinada por Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, e atingiu um vídeo divulgado por Janja no Instagram. Na publicação, a primeira-dama afirmava que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia representar o fim do programa Farmácia Popular, a adoção de jornadas de trabalho de sete dias por semana e o fortalecimento do crime organizado. A gravação também fazia referência à possibilidade de uma nova pandemia. Nunes Marques determinou que Janja retirasse o vídeo em até 24 horas e proibiu a republicação do mesmo material ou de versões que reproduzam substancialmente as afirmações consideradas irregulares.


André Mendonça determinou a exclusão de publicações divulgadas pelo presidente Lula nas redes sociais. Em um dos vídeos, a campanha petista utilizava o argumento de que a eleição de Flávio Bolsonaro representaria riscos para benefícios sociais e serviços públicos, com referências à merenda escolar e a programas de acesso a medicamentos e moradia. Em outra publicação, que usava o bordão “Se Flávio vence, você perde”, eram apresentadas possíveis consequências negativas para aposentadorias, salário mínimo, medicamentos gratuitos e políticas habitacionais, além de associar o adversário a problemas de segurança pública. Mendonça avaliou que as peças apresentavam como inevitáveis medidas não demonstradas pelas propostas do candidato e levou em consideração o plano de governo apresentado por Flávio Bolsonaro. Uma das determinações estabeleceu prazo de três horas para a exclusão integral do material, com multa de R$ 10 mil por publicação irregular em caso de descumprimento.


A quarta decisão atingiu publicações dos deputados André Janones e Lindbergh Farias, divulgadas em plataformas como Instagram, Facebook e YouTube. Os parlamentares associaram Flávio Bolsonaro a propostas como aumento da idade mínima para aposentadoria, desvinculação de benefícios previdenciários do salário mínimo, mudanças na política de valorização salarial, jornadas de 12 horas durante sete dias por semana e privatização da Petrobras. Para André Mendonça, os vídeos apresentavam essas medidas como compromissos efetivos do candidato, embora não houvesse comprovação suficiente de que integrassem seu programa de governo. O ministro determinou a remoção de cinco publicações no prazo de três horas e proibiu a republicação do mesmo material pelos parlamentares, com previsão de multas em caso de descumprimento.


As ordens de retirada foram concedidas individualmente pelos ministros e ainda serão examinadas pelo colegiado do Tribunal Superior Eleitoral. As decisões não impedem críticas políticas a Flávio Bolsonaro nem discussões sobre possíveis consequências de suas propostas econômicas e sociais. O entendimento adotado pelos magistrados foi o de que previsões e avaliações políticas não podem ser apresentadas como propostas comprovadas de um candidato sem sustentação factual suficiente. O episódio ocorre no início da campanha do segundo turno, período em que Lula e Flávio Bolsonaro intensificam a disputa eleitoral nas redes sociais e na propaganda política.

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Tags: #eleições 2026 #Flávio Bolsonaro #Janja #Lula #TSE

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