Enfermeiro é preso suspeito de furtar morfina e outros medicamentos de hospital em Goiatuba
Polícia Civil diz que profissional aproveitava plantões da madrugada para retirar os produtos e escondê-los no bolso do jaleco; câmeras registraram a ação
Um enfermeiro foi preso em flagrante suspeito de furtar morfina e outros medicamentos do Hospital Municipal de Goiatuba, no sul de Goiás. Segundo a Polícia Civil, o profissional aproveitava o plantão da madrugada para retirar os produtos da unidade e escondê-los no bolso do jaleco. A prisão foi divulgada na quarta-feira (4/11).
De acordo com a corporação, imagens das câmeras de segurança registraram a ação e foram utilizadas na investigação. A equipe da unidade de saúde havia percebido o desaparecimento de medicamentos e passou a monitorar a movimentação no local. As gravações foram entregues à polícia, que identificou o profissional retirando os produtos durante o expediente.
Após analisar as imagens, investigadores da Delegacia de Polícia de Goiatuba localizaram o suspeito. Questionado, ele confessou ter retirado os medicamentos e informou que os produtos estavam em sua mochila, segundo a Polícia Civil. O material foi apresentado aos policiais e recuperado.
Entre os produtos recuperados estavam sulfato de morfina (Dimorf), cloridrato de tramadol, cloridrato de lidocaína, acetilcisteína e fosfato dissódico de dexametasona. A morfina e o tramadol são medicamentos opioides utilizados no tratamento da dor, sujeitos a controle especial. A investigação não informou a quantidade de medicamentos furtados nem o valor do prejuízo causado ao hospital.
O enfermeiro foi conduzido à Delegacia de Polícia de Goiatuba e autuado em flagrante por peculato-furto, crime que envolve a subtração de bens por funcionário público que se vale das facilidades proporcionadas pelo cargo.
Segundo a Polícia Civil, o enfermeiro já era investigado por suspeita de envolvimento em outros furtos de medicamentos no hospital, incluindo uma ocorrência registrada em outubro. A corporação também apura as ocorrências anteriores atribuídas ao profissional. Não há confirmação de que os medicamentos tenham sido destinados à venda.
O suspeito permaneceu à disposição da Justiça. Até a divulgação da prisão, não havia informações sobre eventual afastamento ou demissão do enfermeiro pelo município.
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