Flávio Bolsonaro repete alegação de fraude eleitoral em entrevista ao NYT sem apresentar provas
Senador afirma que derrota para Lula foi 'matematicamente impossível' e sugere irregularidades na prorrogação do horário de votação, mas não apresenta evidências
Em entrevista publicada pelo New York Times nesta quinta-feira (5), o senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou a alegar fraude nas eleições presidenciais e afirmou que sua derrota para o presidente Lula (PT) foi “matematicamente impossível”. O candidato, que deixou o Brasil dois dias após perder o pleito, não apresentou qualquer prova.
Flávio também declarou que a prorrogação do horário de votação pode ter sido utilizada para acrescentar votos de forma irregular para o petista. Ele, que não apresentou evidências, havia pedido a extensão do tempo do pleito.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nega qualquer alegação de fraude. Observadores internacionais atestaram a integridade da eleição, cujo resultado foi reconhecido por mais de uma centena de países.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump disse que a eleição parece “estranha” e não reconheceu oficialmente o resultado, mas não contestou o pleito.
No Brasil, aliados de Flávio, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o próprio PL reconheceram a vitória de Lula. O petista derrotou o senador em 25 de outubro com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio.
Ao desembarcar nos EUA, Flávio publicou uma carta à nação com teor antidemocrático, na qual se declarava o “verdadeiro presidente eleito”. Ele apagou o documento e postou um novo em que se dizia “líder do Brasil”.
A saída de Flávio ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar que ele entregasse os passaportes e não deixasse o país. O político é investigado em, pelo menos, dois inquéritos.
Ainda na entrevista, o congressista disse que não teve ajuda para deixar o Brasil. “Foi tudo obra minha. Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo.” Sobre a logística, não deu detalhes. “Como cheguei até aqui, levarei isso para o túmulo comigo.”
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