Goiânia, Terça-feira, 27 de outubro de 2026
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Nikolas Ferreira diz que anular eleição é 'praticamente nulo' e pede que apoiadores evitem manifestações

Aliado de Flávio Bolsonaro contraria promessa do senador de pedir anulação do pleito e pede prudência aos eleitores

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Nikolas Ferreira diz que anular eleição é 'praticamente nulo' e pede que apoiadores evitem manifestações

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais aliados do presidenciável derrotado Flávio Bolsonaro (PL), afirmou em vídeo publicado nesta segunda-feira, 26, no Instagram, que não há chance de anular a eleição presidencial e pediu a apoiadores que evitem manifestações. A declaração foi compartilhada por Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio.


O vídeo surge após o próprio Flávio ter dito, na noite do domingo, 25, que pediria a anulação do pleito, em pronunciamento à imprensa no qual não reconheceu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um quarto mandato. Lula venceu com 51,79% dos votos válidos (64,2 milhões), contra 48,21% (59,8 milhões) do senador, em uma virada histórica em relação ao primeiro turno, quando o bolsonarista terminou à frente, com mais de 47% dos votos.


Nikolas abre o vídeo afirmando que a “quantidade de perguntas sem respostas gera insegurança e indignação”, referindo-se à virada inédita. Ele também coloca suspeição na atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que determinou a prorrogação da votação após as duas campanhas, do PT e do PL, pedirem pela medida.


“Conhecendo o nosso País, a chance de anular essa eleição é praticamente nula. E a prudência agora, com as vidas que estão em jogo, deve falar mais alto do que qualquer ímpeto em nosso coração. Já vimos muitas pessoas pagarem um alto preço de irem para a rua no calor da emoção. Não façam isso”, declarou Nikolas.


O discurso de Nikolas, apesar de endossar a tese de que Flávio foi prejudicado pela medida tomada por Zanin – que teve apoio do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro –, vai na contramão do prometido por Flávio. “É inexplicável acontecer o que aconteceu. É impossível reconhecer o resultado dessas eleições. Vou pedir a anulação”, havia dito o senador à imprensa no Lago Sul, em Brasília.


Nikolas teve papel de destaque na campanha do segundo turno. Após ser reeleito com mais de 3 milhões de votos para a Câmara, ele mergulhou na mobilização do aliado e puxou os atos “Bloquinho do 22”, que reuniram multidões de bolsonaristas pelo País. Sua entrada serviu para apaziguar os ânimos da família Bolsonaro, após trocas de farpas com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos.


O pedido de Flávio para anular as eleições não tem chance de prosperar no TSE. Interlocutores do ministro Kassio Nunes Marques atestam que ele não está disposto a revogar a proclamação oficial do resultado, feita no domingo, 25, à noite. Integrantes do TSE e do STF dizem nos bastidores que não há motivo para tornar as eleições nulas, especialmente diante da diferença de mais de 4 milhões de votos entre Lula e Flávio.


Com a derrota, bolsonaristas tentam criar um paralelo com a eleição de 2015 na Venezuela para criticar a prorrogação do horário de votação, e sugerir interferência decisiva contra Flávio. A versão, entretanto, ignora dois pedidos de adiamento do prazo feitos pela própria campanha de Flávio e o contexto distinto do pleito venezuelano.

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Tags: #anulação da eleição #Flávio Bolsonaro #manifestações #Nikolas Ferreira #TSE

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