Goiânia, Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
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Gastronomia, Goiás

Pequi tem carotenoides e fibras, mas exige cuidado com espinhos do caroço

Fruto nativo do Cerrado é rico em compostos bioativos e gorduras naturais; nutricionistas alertam para consumo equilibrado e forma segura de retirar a polpa

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Pequi tem carotenoides e fibras, mas exige cuidado com espinhos do caroço

Em Goiás, o pequi desperta paixões: seu aroma característico anuncia pratos tradicionais como o arroz com pequi e o frango caipira e divide opiniões entre quem aguarda a temporada do fruto e quem prefere passar longe. Além da importância gastronômica, o pequi chama a atenção pelo valor nutricional.


Nativo do Cerrado brasileiro, o fruto tem polpa amarela e concentra compostos bioativos, especialmente carotenoides, responsáveis por parte de sua coloração intensa. Estudos científicos identificam substâncias como betacaroteno, luteína e zeaxantina em sua composição, em quantidades que podem variar conforme a região onde o fruto cresce e suas características naturais.


Um dos destaques é justamente a presença de carotenoides. Alguns deles, como o betacaroteno, podem ser convertidos em vitamina A pelo organismo, nutriente que participa da manutenção da visão e do funcionamento adequado do sistema imunológico. O fruto também contém compostos fenólicos, estudados por sua atividade antioxidante, capazes de ajudar a neutralizar radicais livres que, em excesso, contribuem para danos às células.


A pesquisa sobre a composição do pequi reforça o interesse científico por seus compostos, mas é preciso fazer uma distinção: identificar substâncias com potencial antioxidante não significa que comer o fruto, por si só, previna ou trate doenças específicas. Os benefícios dependem do conjunto da alimentação e de outros fatores ligados ao estilo de vida.


Outro aspecto importante está na presença de fibras alimentares, que participam do funcionamento intestinal e podem contribuir para a saciedade, especialmente em refeições equilibradas. O pequi também apresenta quantidade significativa de lipídios, ou seja, gorduras naturais. Por isso, apesar dos nutrientes, tem valor energético considerável: a quantidade consumida e a forma de preparo fazem diferença no resultado nutricional.


Na cozinha goiana, o arroz com pequi ocupa lugar de destaque, e o fruto também aparece em preparações com frango, ensopados e conservas. Sua polpa e seu óleo são usados em diferentes receitas e produtos, versatilidade que ajuda a explicar por que o pequi ultrapassa a função de ingrediente e se tornou símbolo cultural do Cerrado.


Quem conhece o pequi sabe que existe uma regra importante: não se deve morder o caroço. Logo abaixo da polpa, o fruto possui uma camada com espinhos finos e rígidos, capazes de provocar ferimentos na boca. O mais seguro é retirar a polpa cuidadosamente com os dentes, sem avançar até o caroço, ou utilizar talheres para separá-la. Crianças pequenas não devem manipular ou consumir a parte espinhosa sem supervisão.


Como o fruto contém bastante gordura natural, exagerar nas porções pode aumentar significativamente o valor energético da refeição. Pessoas com necessidades alimentares específicas podem buscar orientação individualizada de um nutricionista.

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Tags: #carotenoides #Cerrado #culinária goiana #nutrição #pequi

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