Goiânia, Domingo, 18 de outubro de 2026
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Cidades, Goiás, Goiânia

Vozes misteriosas em apartamento do Setor Universitário mobilizam moradores em Goiânia

Mãe e filha ouviram sussurros por duas semanas; testemunhas gravaram áudio e levantaram hipótese de som externo refletido

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Vozes misteriosas em apartamento do Setor Universitário mobilizam moradores em Goiânia

Uma hora da manhã do último domingo, 19, em um apartamento no Setor Universitário, em Goiânia. Uma voz surge sem origem aparente e sussurra de forma audível: "Mamãe, mamãe… Mãe!!!". A mensagem se repete. Duas mulheres estão transtornadas: mãe e filha adolescente choram sem saber o que fazer. Antes, a voz era ouvida apenas pela mãe, uma jornalista de meia idade que jamais havia relatado episódios paranormais.


Poupada da experiência durante duas semanas, a filha passou a ouvir no sábado, 18, quando a mãe pediu que ela fechasse os olhos e prestasse atenção na fala que ora parecia ser de uma criança, ora de algo quase inaudível, como um vento tenebroso. Naquele dia, ela também ouviu a voz — indicativo de que a mãe não estava sozinha com alguma doença psiquiátrica, cujos sintomas incluem ouvir vozes.


Na madrugada silenciosa, no prédio da rua 225, a voz surgiu mais audível. Duas testemunhas foram até o apartamento, inclusive o repórter que conta esta história. Munidos com óculos que gravam áudio e vídeo, lanterna e uma Bíblia, armaram um ambiente para tentar entender ou comunicar-se com a voz.


A paranoia urbana e a insegurança fizeram as narrativas de fantasmas e poltergeist praticamente desaparecerem das esferas públicas das metrópoles nas últimas décadas. O medo maior passou a ser o bandido na esquina, o usuário de crack transtornado ou pedófilos e serial killers. Mesmo no interior, essas histórias custam a surgir. Entre famílias, porém, ainda existem muitas narrativas a serem colhidas.


Após ouvir e gravar os sussurros, as duas testemunhas começaram a rodar pela casa. Tentaram evocar as vozes, chamaram e muitas vezes perceberam respostas. Às três horas da manhã, resolveram abrir a janela e encontraram uma possível explicação: as vozes seriam sons que chegavam de fora, ricocheteavam nos móveis, amorteciam nos volumes e pareciam sussurros. Após abrirem a janela, o som parecia surgir de árvores no outro quarteirão. Seriam pássaros. Naquele dia, mãe e filha dormiram mais tranquilas.


No dia seguinte, moradores do quarteirão relataram que de fato escutam os sons de fora. Uma das hipóteses seria exatamente poltergeists. O que foi elucidado pelos moradores do apartamento permanecia um mistério para os vizinhos. "Existem sons que surgem nas paredes aqui e ninguém sabe o que é. Inclusive, têm sons nestas duas casas para alugar. Se não tem ninguém lá, quem então faz barulho? Nunca ouvi aqui pombo fazendo barulho de noite. Aí tem", questiona um morador vizinho, trazendo de volta a dúvida sobre o mistério das vozes do Setor Universitário.


Goiás acumula relatos e lendas. Cidades como Jaraguá apresentam farta coletânea, como a aparição de Teresa Bicuda. Em Catalão, a lenda de Ritinha, viúva herdeira que teria atirado no amante dentista no Morrinho de São João, permanece no imaginário popular. Goiânia também tem seu mapa de assombrações: Teatro Goiânia, Martim Cererê, Colégio Santa Clara, Tribunal de Justiça, Instituto de Educação de Goiás e Cemitério Santana estão entre os locais com relatos de vultos e sons misteriosos.

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Tags: #assombração #Goiânia #poltergeist #Setor Universitário #sussurros

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