Comigo constrói complexo de R$ 1,5 bilhão em Palmeiras de Goiás
Nova unidade vai processar 6 mil toneladas de soja por dia e deve entrar em operação em 2027
A Comigo está construindo em Palmeiras de Goiás um complexo industrial de mais de R$ 1,5 bilhão, um dos maiores investimentos de sua história. A unidade, prevista para entrar em operação em 2027, terá capacidade de processar 6 mil toneladas de soja por dia, superando as 5,5 mil toneladas diárias da atual fábrica da cooperativa em Rio Verde.
Com as duas plantas, a capacidade conjunta da Comigo deverá alcançar 11,5 mil toneladas por dia. Segundo a cooperativa, a unidade de Palmeiras deverá se tornar, individualmente, uma das maiores instalações de processamento de soja do país. O empreendimento ocupa uma área total de aproximadamente 843 mil metros quadrados.
Além do óleo de soja, a nova unidade terá capacidade para produzir cerca de 4,3 mil toneladas de farelo por dia, produto usado na alimentação animal e com forte demanda nos mercados interno e externo. Para sustentar esse ritmo, o complexo contará com ampla estrutura de recebimento e armazenagem de grãos, incluindo um silo elevado desenvolvido pela equipe de engenharia da própria cooperativa para se adaptar às características do terreno.
O projeto prevê ainda uma pera ferroviária com cerca de 3 quilômetros de extensão, capaz de receber composições de até 80 vagões. Cada operação poderá transportar aproximadamente 7,2 mil toneladas, especialmente de farelo de soja destinado a outros mercados. A ligação ferroviária deverá ampliar a competitividade da unidade ao facilitar o escoamento de grandes volumes e reduzir a pressão sobre o transporte rodoviário.
A Comigo estima a criação de mais de 300 empregos diretos, distribuídos entre funções operacionais, técnicas e administrativas. Com prestadores de serviços e fornecedores, o impacto estimado ultrapassa 700 pessoas direta e indiretamente. A cooperativa, a prefeitura e instituições de ensino profissionalizante vêm articulando cursos de qualificação para preparar trabalhadores locais.
A localização da fábrica foi escolhida para aproximar a indústria de produtores de municípios como Paraúna, Indiara, Nova Crixás e Montes Claros de Goiás. Atualmente, parte dessa soja precisa percorrer distâncias maiores até Rio Verde ou é comercializada com outras empresas. Com a nova estrutura, a Comigo pretende industrializar uma parcela maior dos grãos recebidos de seus cooperados, agregando valor à produção antes da comercialização.
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