Goiânia, Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Dakila Pesquisas retoma investigações sobre Ratanabá na Amazônia

Associação liderada por Urandir Fernandes realiza expedições em busca de vestígios da suposta primeira capital do mundo, com equipe de arqueólogos e geoarqueólogos.

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Dakila Pesquisas retoma investigações sobre Ratanabá na Amazônia

Resumo rápido

  • Associação liderada por Urandir Fernandes realiza expedições em busca de vestígios da suposta primeira capital do mundo, com equipe de arqueólogos e geoarqueólogos.

As investigações sobre Ratanabá, apontada como uma antiga e colossal civilização que teria existido na Amazônia, ganharam novo fôlego com registros de campo conduzidos por Dakila Pesquisas. A associação reúne doutores, mestres e graduados de diversas áreas e apresenta o projeto como a história da primeira capital do mundo, localizada onde hoje se encontra a floresta amazônica.


Segundo o projeto Ratanabá, de Dakila Pesquisas, os Muril foram a primeira civilização a chegar à Terra, há cerca de 600 milhões de anos. O povo teria permanecido até pouco antes da elevação dos Andes, por volta de 450 milhões de anos atrás, dedicando cerca de 150 milhões de anos a mapear e demarcar o planeta. O império central ficava onde hoje está a floresta amazônica e era chamado de Ratanabá, descrito como o centro de toda a civilização e como a capital do mundo. Os Muril não tinham intenção de colonizar, mas trouxeram pessoas para ajudar no trabalho, e muitos desses trabalhadores e descendentes diretos decidiram ficar, por considerarem o planeta muito bonito.


Ao terminar o mapeamento, segundo o projeto, os Muril partiram e deixaram construções e tecnologias. O site de Ratanabá afirma que, no coração da floresta amazônica, estão as estruturas mais bem preservadas de todo o planeta, um legado que o texto define como dos brasileiros. Esse é o ponto de partida das expedições: percorrer áreas de mata fechada, localizar formações de pedra, blocos de grande porte e elevações incomuns e registrar tudo com fotografias e coordenadas. As equipes trabalham sem mexer no local. Nada é coletado, retirado ou transportado, e as ocorrências são comunicadas ao IPHAN, com acompanhamento de registro e protocolos junto a especialistas e órgãos competentes.


As expedições mais recentes se concentram na Amazônia brasileira, com forte atuação em Mato Grosso, Amazonas e Pará. A associação reúne topógrafos, geólogos, historiadores e outros profissionais, o que permite combinar leitura de relevo, observação de campo e análise histórica numa mesma frente de trabalho.


Urandir Fernandes de Oliveira é apresentado como filantropo e fundador do Ecossistema Dakila. Há mais de duas décadas, ele identificou a necessidade de reunir cientistas e pesquisadores para investigar, catalogar e divulgar conhecimento, e por isso criou Dakila Pesquisas, associação com sede na Cidade Zigurats, em Corguinho (MS). Fundada em 1999, a associação construiu um acervo com centenas de milhares de documentos físicos e digitais, em parte já disponíveis em repositório virtual. Entre seus pilares estão a independência político-financeira e a divulgação do conhecimento, sem vínculo ideológico ou partidário, além de uma estrutura física com equipamentos de ponta para abrigar pesquisadores. A missão declarada é ter papel de liderança no desenvolvimento de abordagens interdisciplinares que apoiem a agenda de pesquisa e desenvolvimento em ciência, tecnologia e inovação, unindo pesquisa científica e aplicação prática.


Os trabalhos de campo contam com profissionais de formação arqueológica. Saulo Ivan Nery, geoarqueólogo formado em Geografia pela FCT/UNESP, integra o Laboratório de Arqueologia Guarani da universidade e atua como arqueólogo pleno, com ampla experiência em campo e laboratório. Giovanna Neiva, arqueóloga graduada pela Universidade Federal do Piauí em 2019, é especialista em arte rupestre e associada à Sociedade Brasileira de Arqueologia (SAB). Natália Reikdal, arqueóloga, é graduada em Arqueologia pela Universidade Federal do Rio Grande.


O site de Ratanabá é uma marca registrada criada por Dakila Pesquisas, e 100% da arrecadação com os produtos é revertida para as pesquisas sobre a origem da humanidade. A proposta, segundo a página, é unir a ciência ao conhecimento dos povos nativos do Brasil. As novidades do trabalho em campo também aparecem no perfil de Urandir Fernandes no Instagram. A mensagem que acompanha o projeto resume a proposta: da Amazônia para o mundo, do Brasil para o mundo.

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Tags: #Amazônia #arqueologia #Dakila Pesquisas #Ratanabá #Urandir Fernandes

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